Guardião do Rio Mira: O Forte de São Clemente

18 Setembro 2021
15 : 30
Vila Nova de Milfontes - Forte de São Clemente,

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A derradeira acção de Património desta temporada tem como alvo o Forte de São Clemente, em Vila Nova de
Milfontes (18 de Setembro, 15h). Implantado, de forma estratégica, num esporão rochoso perto da
embocadura do rio Mira, o Forte – conhecido localmente por castelo de Milfontes – visou as máximas
possibilidades defensivas naturais, de modo a cobrir com eficácia a entrada do porto. Foi erigido entre 1592 e 1602, em pleno período filipino, no contexto de grave assédio do corso marítimo, sobretudo por parte de
piratas oriundos de Argel.
A fortificação – exemplo da arquitectura militar maneirista – é um Imóvel de Interesse Público, o único a
ostentar tal classificação no concelho de Odemira. Referência paisagística incontornável na vila que protegeu
e viu crescer, o guardião do rio Mira foi vendido em hasta pública em 1903. Desde então tem permanecido
em mãos privadas e servido diversos propósitos, e aguarda hoje outros ventos e marés. Esta visita é guiada
pelo historiador António Martins Quaresma, grande conhecedor do património vilanovense, com a
colaboração dos actuais proprietários do monumento.
No domingo de manhã (19 de Setembro, 9h30), debaixo da agradável brisa oceânica, tem lugar a acção de
sensibilização para a salvaguarda da biodiversidade costeira. O encontro está marcado para o Porto do Canal,
nas imediações de Vila Nova de Milfontes, ponto de partida para um périplo por alguns dos portinhos de pesca
do concelho (Vila Nova de Milfontes, Longueira-Almograve e São Teotónio).
Guiados por António Jorge Campos (técnico municipal), António Martins Quaresma (historiador), Mário Pires e
Fernando Manuel (pescadores), os participantes terão oportunidade de contactar com a actividade piscatória
do concelho e compreender a importância económica e social de que se reveste no contexto local. Cada
povoação desenvolveu métodos e técnicas de pesca próprios, de carácter artesanal, adaptados às condições
naturais das falésias e num sensível equilíbrio homem/natureza que tem permitido a preservação dos recursos.