MEO Sudoeste – Palco MEO

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21 : 15
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Palco MEO – 21.15

De Mem Martins para todo o país, Bispo tem conquistado o seu espaço aos poucos, desde que em 2003 decidiu levar a música mais a sério, trabalhando para ser um dos nomes mais relevantes do hip hop português. Depois das mixtapes “Recomeço” e “Passo a Passo”, Bispo lançou “Bispoterapia” em 2014, um EP em colaboração com o produtor “Intakto”. Um ano depois chegou esse muito aguardado primeiro álbum de originais, “Desde a Origem”, que contou com a participação de dois grandes nomes do hip hop português: Sam the Kid e Maze (Dealema). O sucesso foi inevitável, o que resultou em discos vendidos, mais concertos e novas colaborações. E uma dessas colaborações foi com Fumaxa, com quem editou o EP “Fora D’Horas”, um dos momentos altos do hip hop português no ano de 2017. Esse registo revelava um Bispo no topo das capacidades, algo que se viria a confirmar com o lançamento de “NÓS2”, um single que rebentou nas rádios em 2018 e que servia de aperitivo para o que aí vinha da parte do rapper de Mem Martins. Hoje já não restam dúvidas de que Bispo é um dos nomes mais promissores do hip-hop nacional, como ficou evidente no seu último disco: “Mais Antigo”. É um artista cada vez mais maduro.

Palco MEO – 22.55

Cinquenta anos depois do fim dos Beatles, se alguém ainda duvida da eficácia e do poder da canção pop com três minutos, tem de ouvir Rex Orange County para ter a certeza de que o formato é imbatível, desde que haja esforço, talento e coisas para dizer. E é mesmo isso que não falta a Rex Orange County. O jovem Alex O’Connor nasceu em 1998 na pequena vila de Grayshott, na fronteira entre Hampshire e Surrey, na Inglaterra. Foi aí que nasceu o seu gosto pela música, que foi desenvolvendo no coro da escola, bem antes de começar a assinar como Rex Orange County. O menino de coro depressa começou a ouvir gente que ia além disso: nomes como Weezer, Green Day, Stevie Wonder ou Queen moldaram a sua sensibilidade artística e, ainda hoje, aparecem como ecos nas suas canções. Na adolescência, entrou para a BRIT School, uma escola de artes em Londres. A partir daí a paixão pela música começou a ocupar cada vez mais espaço na vida deste jovem britânico: aprendeu a tocar bateria, guitarra, piano e a manejar alguns softwares, valências que lhe permitiriam vir a produzir as suas primeiras canções. E elas não demoraram muito a chegar. Em 2016 lançou “bcos u will never b free” no SoundClound. Esse primeiro registo colocou-o no mapa da música britânica e valeu-lhe a atenção de nomes com Two Inch Punch e Tyler, The Creator – no ano seguinte já estava a participar em “Flower Boy”, o disco editado em 2017 por Tyler. O segundo disco de Rex, “Apricot Princess”, entrou para o top de música independente da Billboard e preparou o terreno para “PONY”, o seu disco de 2019. Com influências jazz e também de alguns intérpretes e compositores dos anos 70, o jovem músico não deixa de surpreender. Em 2022 Rex Orange Country regressa aos discos com “WHO CARES?”, mais uma coleção de peças pop irresistíveis que promete conquistar o público britânica e valeu-lhe a atenção de nomes com Two Inch Punch e Tyler, The Creator – no ano seguinte já estava a participar em “Flower Boy”, o disco editado em 2017 por Tyler. O segundo disco de Rex, “Apricot Princess”, entrou para o top de música independente da Billboard e preparou o terreno para “PONY”, o seu disco de 2019. Com influências jazz e também de alguns intérpretes e compositores dos anos 70, o jovem músico não deixa de surpreender. Em 2022 Rex Orange Country regressa aos discos com “WHO CARES?”, mais uma coleção de peças pop irresistíveis.

Palco MEO – 00.55

Nascido Chukwuka Ekweani, o músico nigeriano adotou o nome de CKay para assinar a música que tem dado ao mundo. Com 26 anos estreou-se com o EP “CKay the First”, editado em 2019. “Way” e “Love Nwantiti” serviram de avanço para este registo e alimentaram as expectativas do público e da crítica para um futuro que só viria a confirmar um talento que tem dado os melhores frutos nestes últimos anos. CKay encontra nas novas plataformas como o Instagram ou o TikTok meios ideiais para chegar a milhões de ouvintes, um pouco por todo o mundo. Em fevereiro de 2021 regressou aos lançamentos discográficos com “Boyfriend”, um registo que conta com as participações de nomes como Amaarae, Bianca Costa, Oxlade e KiDi. Temas como “Felony” e “Skoin Skoin” são provas da efervescência criativa do músico nigeriano que continuou a fazer de 2021 o ano da sua definitiva afirmação enquanto artista. Temas como “Love Nwantiti (Ah Ah Ah)” (com Joeboy e Kuami Eugene), “Kiss Me Like You Miss Me” (com Payal Dev) e “By Your Side” (featuring Blxckie) são algumas das pistas deixadas para o primeiro longa duração de CKay… É certo que o público pode esperar mais deste irresistível afrobeat com toques de emo, pop e um ambiente psicadélico muito particular.

Palco MEO – 02.30

Os Shouse são um duo de música eletrónica que testa os limites do próprio género. Tudo começou quando Ed Service saiu da Nova Zelândia, de onde é natural, para explorar a cena da música de dança em Melbourne, Austrália. Aí conheceu Jack Madin e, desse encontro, nasceu a ideia de formar um duo underground dedicado ao acid house e aos territórios adjacentes – assim nasciam os Shouse. As coisas foram ficando mais sérias e os primeiros singles apareceram como provas de um projeto que estava destinado a ir além da cena underground australiana: “Whisper” e “Support Structure”, com Mohini e Maia da banda Habits, “Without You”, com Rachel, “Text Apology”, com Martha, foram os singles que abriram caminho para o EP de estreia deste duo. “Openshouse 3” foi lançado em 2017 e antecipava algumas das ideias que Ed e Jack viriam a explorar nos anos seguintes. No mesmo ano, editaram aquele que é o maior sucesso da banda, o incontornável “Love Tonight”, e em dezembro de 2018 ofereceram aos fãs mais um conjunto de ideias novas em “Into It”, o segundo disco do duo. Como acontece com todas as músicas com potencial para se tornarem clássicos, também “Love Tonight” ganha força a cada ano que passa e, na era da pandemia, esta música também se tornou um hino para muitas pessoas em todo o mundo: uma declaração de amor em tempos de isolamento, uma demonstração de solidariedade, um grito de força coletiva.