Teatro Só: “Sorriso” – Como se escreve uma História de Amor?

17 Setembro 2021
21 : 30
Santiago do Cacém - Quinta do Chafariz

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“Como se escreve uma história de amor, de um amor que perdura no tempo, preenche uma vida até ao seu crepúsculo e que nunca acaba para aquele que recorda o passado?!”, é a questão que abre a sinopse desta criação do Teatro Só.

“Esta história de amor não se inspira na morte heróica de Romeu e Julieta, mas sim na vida comum de um velho casal para quem o amor se consumou numa vida de sorrisos”, é revelado ainda no texto sobre o espectáculo, para ver em família e ao ar livre.

Tendo a rua como placo, ‘Sorriso’ tem encenação e dramaturgia de Sérgio Fernandes, que também entra em cena como actor, ao lado de Ana Gabriel.

O Teatro Só é uma companhia de teatro portuguesa sediada em Berlim, na Alemanha, e em Odemira, em Portugal. Tem vindo a desenvolver um trabalho multidisciplinar relacionando artes circenses, técnica de máscara, teatro físico e artes plásticas.

Todas estas componentes convergem para um teatro imagético, mudo, visualmente poético em que a comunicação entre os actores e o público se desenvolve pela gestualidade.

Os temas em cena tocam directamente os estigmas sociais, transversais a diversas culturas e gerações, nos quais o público é testemunha de si mesmo, não pelo uso da palavra, mas pela poesia visual e linguagem emocional do corpo.

Esta aparente simplicidade do Teatro Só, representa a própria simplicidade da condição humana, uma fragilidade que qualquer um de nós entende independentemente da nacionalidade, religião ou condição social.

Sinopse:

Como se escreve uma história de amor, de um amor que perdura no tempo, preenche uma vida até ao seu crepúsculo e que nunca acaba para aquele que recorda o passado?! Esta história de amor não se inspira na morte heróica de Romeu e Julieta, mas sim na vida comum de um velho casal para quem o amor se consumou numa vida de sorrisos. A morte de um assombra a solidão do outro. Uma solidão cuja força das lembranças dá vida a fantasmas que não desistem de amar os que ficam, zelosos anjos de guarda, invisíveis amantes cujos beijos são feitos de vento. O que partiu está ausente, porém a sua alma acompanha o que ficou, habita o ar daquele que o amou, aguarda o reencontro sabendo que a vida continua – só para quem está entre nós? A solidão e o envelhecimento são um tema recorrente nas peças do Teatro Só. Porém, as personagens não são tocadas pelo desespero, mas sim pela reflexão dos gestos e pela gratidão da memória. A palavra “recordação” vem do francês “recour” (re-coração). Recordar é isso: fazer passar pelo coração, uma e outra vez…