LUXEMBURGO: 1º PAÍS DA UE A BANIR GLISOFATO

Em janeiro de 2020, o ministro da Agricultura, Viticultura e Desenvolvimento Rural (MAVDR), Romain Schneider, anunciou que a partir de 1 de janeiro de 2021, passaria a ser proibida a utilização de produtos fitofarmacêuticos à base de glifosato no Luxemburgo.

O Governo afirmou ao Contacto que a libertação da utilização de glifosato era “um importante passo em frente no compromisso do governo de reduzir significativamente a utilização de produtos fitofarmacêuticos em geral”.

Os viticultores luxemburgueses foram os primeiros na União Europeia a deixar de usar voluntariamente glifosato, tendo começando no ano agrícola de 2019-2020.

“O facto de 100% dos viticultores e mais de 60% dos agricultores terem renunciado voluntariamente ao glifosato antes do abandono definitivo da utilização do glifosato no Luxemburgo mostra que os nossos produtores estão preparados e prontos para aceitar este desafio”, disse o Ministro Romain Schneider.

Os agricultores que renunciaram voluntariamente à utilização de produtos fitofarmacêuticos à base de glifosato no ano agrícola de 2019/20 vão ser compensados ao abrigo do prémio de conservação da paisagem e da natureza. Estes agricultores vão receber uma compensação adicional de 30 euros por hectare para terras aráveis, 50 euros para terras vinícolas e 100 euros para árvores de fruto.

Os viticultores que se comprometerem a renunciar voluntariamente a qualquer utilização de outros herbicidas nas suas vinhas serão compensados entre 500 e 550 euros por hectare, dependendo da inclinação do terreno.

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