PACTO ECOLÓGICO EUROPEU (PEE): “SUSTENTABILIDADE” É A PALAVRA-CHAVE

O eurodeputado Álvaro Amaro considera necessária a cooperação dos agricultores, pois são eles, com as suas práticas agrícolas, os principais agentes de um consumo alimentar mais amigo do ambiente, tornando a estratégia “do Prado ao Prato” uma realidade.

Em meados de 2019, o Conselho Europeu adotou a “Nova Agenda Estratégica” para os próximos 5 anos. Este conjunto de metas, a alcançar em 2024, assentam na proteção dos cidadãos e suas liberdades, no desenvolvimento de uma economia robusta e na construção de uma Europa justa, ecológica, verde e igualitária.

Passados seis meses, em dezembro de 2019, a Comissão Europeia apresentou o Pacto Ecológico Europeu (PEE). Nesse momento a UE mostrou maior audácia: declarou manter o compromisso de “liderança no combate mundial às alterações climáticas” mas, desta vez, garantiu alcançar a sua neutralidade climática em 2050.

Uma das principais armas deste Pacto consiste na ampla redução das emissões de CO2. Em 2020 o Conselho Europeu decretou a redução das emissões de gases com efeito de estufa em, pelo menos, 55% até 2030.

De acordo com o jornal Público, a eurodeputada socialista Sara Cerdas referiu que o “nosso modo de vida atual não é sustentável” e a “A pandemia veio trazer isto à tona. Não podemos continuar com este modo de vida baseado no consumismo”.

Já Álvaro Amaro, eurodeputado do PSD, aponta possíveis ameaças ao PEE, em específico a um dos seus pontos basilares: a estratégia “do Prado ao Prato”, que tem como finalidade um “sistema alimentar europeu mais saudável e sustentável”. O eurodeputado alerta para a necessidade de cooperação dos agricultores, sendo estes os principais agentes de um consumo (alimentar) mais limpo. A UE deve, também, garantir que estes trabalhadores terão a estrutura para tornar esta estratégia realidade, alerta Amaro.

Até ao final deste mês, serão conhecidos mais detalhes e, talvez, reformulações do PPE.