“Serra da Lousã a saque”, denuncia a MilVoz

A MilVoz, uma Organização Não Governamental, denunciou a gestão danosa do património florestal e paisagístico da Zona Especial de Conservação da Serra da Lousã.

Segundo a ONG estão em curso cortes maciços de floresta em dezenas de hectares do Sítio da Rede Natura 2000 da Serra da Lousã, nomeadamente nas proximidades da aldeia de xisto do Vaqueirinho, mas também nas imediações do Talasnal, Casal Novo e Terreiro das Bruxas. Os cortes em causa aparentam destinar-se sobretudo à extração de grandes quantidades de madeira de pinho, tendo sido também verificado o corte de folhosas com elevado interesse de conservação, como castanheiros, carvalhos e vidoeiros. Segundo denúncia de habitantes locais, estas intervenções estão a decorrer em terrenos comunitários.

“Estas agressões ao património natural representam uma evidente e preocupante oportunidade de colonização do espaço por espécies exóticas invasoras, particularmente a mimosa, espécie que representa já um problema ecológico e paisagístico gravíssimo na serra, para o qual não tem sido atribuído qualquer esforço de combate”, escreveu a ONG no Instagram. “É, portanto, expectável que a área ocupada por esta espécie na serra continue a crescer exponencialmente, uma expansão asseguradamente potenciada por intervenções florestais absolutamente desadequadas como as que estão atualmente em curso.”

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