CULTURA: Futurama volta a transformar o Baixo Alentejo em lugar de criação e partilha artística

Publicada em: 30/04/2026 12:56 -

A 5.ª edição do Festival Futurama instala-se no Baixo Alentejo entre 15 e 30 de Maio, com uma programação que atravessa Beja, Mértola e Alvito e reúne artes visuais, música, performance, teatro e palavra em espaços culturais e patrimoniais da região.

Serão três fins-de-semana, com entrada livre e programação única em cada geografia.

O Futurama, Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo, volta a apresentar o resultado de meses de trabalho em território: residências artísticas e o programa Artistas nas Escolas tornam-se visíveis em criações desenvolvidas com alunos do Instituto Politécnico de Beja, da Escola Secundária Diogo de Gouveia e da Escola Profissional de Alvito, em colaboração com David Infante, Carincur e Filippo Fiumani.

Em paralelo, as residências com a CerciBeja e a Universidade Sénior da ALSUD resultam em novas obras de Horácio Frutuoso e Ana Baleia. Este ano, destaque também para a residência de Mariana Tengner Barros com a Ginástica Acrobática da Escola Secundário de S. Sebastião, em Mértola, e a Escola de Música da ALSUD.

O Festival arranca a 15 de Maio, em Beja, com três inaugurações. Às 11h30, abre a exposição de fotografia de David Infante com alunos do Instituto Politécnico de Beja.

Às 17h00, no Espaço Futurama, é inaugurada a exposição de artes visuais de Horácio Frutuoso, desenvolvida em residência com a CerciBeja, onde palavras e imagens funcionam como superfícies de resistência à banalização da cultura visual contemporânea.

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O dia encerra com o concerto de João Spencer às 18h30, no Espaço Futurama. O projeto a solo t.204 apresenta Vale, primeiro álbum de um processo criativo iniciado em 2012.

No dia 16, o Espaço Futurama de Beja acolhe, de manhã, um workshop de artes visuais com Horácio Frutuoso, aberto à comunidade.

À tarde, às 15h30, o Clube UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial recebe a instalação visual e sonora de Carincur com alunos da Escola Secundária Diogo de Gouveia, uma investigação sobre corpos, voz e tecnologia por uma artista natural de Beja.

Às 18h00, no Clube UNESCO, o projeto Cantexto estreia seis novos poemas de Yara Nakahanda Monteiro, Bruno Vieira Amaral, Nástio Mosquito, Patrícia Reis, Hugo van der Ding e Cristina Taquelim, musicados e interpretados com grupos corais do Baixo Alentejo.

A noite pertence a Sara Inês Gigante, que apresenta Popular às 21h00 no Teatro Municipal Pax-Julia, um espetáculo que parte da autoficção para interrogar os limites entre cultura de elite e cultura de massas, entre a artista e o público que ela quer, ou não consegue, conquistar.

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Em Mértola, no dia 22 de Maio

Em Mértola, na freguesia de Algodôr, no dia 22 de Maio, Ana Baleia apresenta a instalação resultante da sua residência com a Universidade Sénior da ALSUD. 

Mariana Tengner Barros apresenta a performance artística criada em residência com os desportistas da Ginástica Acrobática da Escola Secundária de S. Sebastião e os alunos da Escola de Música da ALSUD. Coreógrafa e performer com obra reconhecida internacionalmente, Tengner Barros trabalha a partir do corpo e do espetáculo da vida social.

O dia encerra com o Cantexto, com grupos de cante alentejano do concelho de Mértola.

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Em Alvito, a 30 de Maio

O encerramento do festival Futurama acontece em Alvito, no dia 30 de Maio, com três momentos distintos.

Às 11h00, na Biblioteca Municipal Luís de Camões, uma Constelação propõe debate público em torno da liberdade de criação artística em democracia, a partir do Artigo 42.º da Constituição, no ano em que se celebram os seus 50 anos.

Às 15h30, na Escola Profissional de Alvito, Filippo Fiumani apresenta a instalação criada com os alunos, uma obra que cruza expressionismo abstracto com materiais descartados e narrativas socialmente comprometidas. O Festival encerra às 16h30 nas Grutas do Rossio com o concerto Cantexto e a participação especial do grupo Rama Verde de Vila Nova da Baronia.

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«Aberto e ativo continua o Espaço Futurama, em Beja, que funciona como centro nevrálgico do projeto ao longo de todo o ano, acolhendo residências artísticas, encontros de investigação e ações com escolas e associações locais. É aqui que se constroem, ao longo dos meses, as ligações entre práticas contemporâneas e saberes do território que o Festival torna visíveis», explica a organização.

O Festival Futurama, Ecossistema Cultural e Artístico do Baixo Alentejo, é financiado pela Direção-Geral das Artes / Ministério da Cultura, Fundação Millennium BCP, Fundo do Fomento Cultural e pelas Câmaras Municipais de Beja, Mértola e Alvito, com apoio institucional da Comissão Nacional da UNESCO e do Plano Nacional das Artes, e Alto Patrocínio da Presidência da República.

Programa completo em www.futurama-alentejo.com 

FONTE: SUL INFORMAÇÃO

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