A ministra do Ambiente e Energia inaugurou ontem duas estações de tratamento de águas residuais em Cuba e Montemor-o-Novo, nos distritos de Beja e Évora, respetivamente, num investimento global de cerca de 5,7 milhões de euros.
Em declarações à agência Lusa, Maria da Graça Carvalho referiu que as obras são «de uma grande importância para as localidades onde se encontram e para a região do Alentejo», permitindo uma «melhoria dos serviços de saneamento de águas».
De acordo com a governante, que falava à margem da cerimónia de inauguração em Cuba, as antigas estações de tratamento de águas residuais (ETAR) «tinham mais de 30 anos», «funcionavam mal» e apresentavam «avarias sucessivas».
«Temos várias ETAR no país [nestas condições], porque nos anos 80 houve um grande investimento em estações de tratamento que agora vão ficando velhas e precisam de ser substituídas», justificou.
As intervenções, da responsabilidade das Águas Públicas do Alentejo (AgdA), resultaram de um investimento global de cerca de 5,7 milhões de euros (ME) e permitiram otimizar o tratamento de águas residuais, assegurar melhores condições de descarga e reforçar a proteção ambiental nos respetivos concelhos.
Segundo a AgdA, em comunicado enviado à Lusa, as novas ETAR têm uma capacidade de tratamento de 197 metros cúbicos de água por dia, sendo que, em Cuba, a mesma serve 4.899 habitantes e, em Montemor-o-Novo, 900 habitantes.
A ETAR de Cuba, que «assegura o tratamento da totalidade das águas residuais domésticas da vila», resulta de um investimento de cerca de 3,6 milhões de euros, cofinanciado em 57,7% pelo fundo europeu COMPETE 2020/REACT-EU.
Esta infraestrutura possui ainda uma unidade de produção de energia fotovoltaica para autoconsumo com 75 ‘megawatts’ de potência, que permitirá «reduzir em cerca de 40% o consumo de energia proveniente da rede elétrica».
No caso de Montemor-o-Novo, a estação de tratamento de Ciborro «recebe as águas residuais domésticas do lugar do Ciborro através de emissários gravíticos e elevatório» e teve uma intervenção orçada em 2,1 milhões de euros, cofinanciado em 83,5% pelo Programa Alentejo 2030.
A AgdA faz a gestão, de forma integrada, dos serviços de abastecimento de água para consumo público e de saneamento de águas residuais para mais de 228.459 habitantes, abrangendo os municípios de Alcácer do Sal, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Vendas Novas e Viana do Alentejo, no distrito de Évora, Aljustrel, Almodôvar, Alvito, Barrancos, Beja, Castro Verde, Cuba, Mértola, Moura, Odemira, Ourique, Serpa e Vidigueira, no distrito de Beja, Grândola e Santiago do Cacém, no distrito de Setúbal.
FONTE: SUL INFORMAÇÃO
