Alentejo2030 apoia formação de ex- trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines
SOCIEDADE
O programa Alentejo 2030 abriu candidaturas, num montante de 300 mil euros, para apoiar a participação individual na formação de ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, foi hoje divulgado.
O concurso, financiado a 100% pelo Fundo para uma Transição Justa (FTJ), destina-se a apoiar «percursos individuais de educação, formação e certificação de antigos trabalhadores» afetados pelo encerramento da central a carvão.
Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, em comunicado divulgado hoje, pretende-se com este aviso «promover a aquisição e o reforço de competências que facilitem a empregabilidade» e «a requalificação profissional».
A iniciativa visa igualmente «a adaptação dos trabalhadores aos desafios da transição energética e da transformação económica do território», acrescentou.
Segundo a CCDR do Alentejo, são elegíveis «ações de formação certificada» que permitam a «obtenção ou reforço de qualificações escolares e profissionais».
Isto inclui «cursos de ensino superior, formação profissional ministrada por entidades certificadas pela DGERT [Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho] e outras formações promovidas por entidades legalmente habilitadas para o efeito», clarificou.
«O aviso apoia igualmente a participação em processos de certificação profissional e escolar, desde que contribuam para o reforço das qualificações dos participantes», pode ler-se.
Deverão ser privilegiadas «áreas com potencial de crescimento» no Alentejo Litoral, como «energias renováveis, economia do mar, fileiras agroalimentar, turismo e construção».
O concurso está aberto a candidaturas exclusivamente de ex-trabalhadores da Central Termoelétrica de Sines, independentemente da sua situação face ao emprego à data de início da formação, precisou aquele organismo.
Ainda segundo a CCDR do Alentejo, a iniciativa enquadra-se no Plano Territorial para uma Transição Justa do Alentejo Litoral e procura «minimizar os impactos sociais e laborais decorrentes do encerramento» da antiga central, assim como «apoiar o desenvolvimento de novas competências alinhadas com as oportunidades emergentes na região».
FONTE: SUL INFORMAÇÃO

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