Está em preparação um projeto de grande escala, recentemente submetido para licenciamento, que terá um impacto profundo na região de Odemira: o Parque Eólico das Cachenas, localizado a menos de 2 km da Praia do Malhão.
Esta iniciativa da Petrogal (Galp) prevê a instalação de 19 aerogeradores com torres de até 119 metros de altura e pás de 175 metros de diâmetro (Mais de 200 metros em total, imagina um prédio de 60 andares) , abrangendo as freguesias de Vila Nova de Milfontes, Porto Covo e Sines. Embora se destine à produção de hidrogénio verde em Sines (projeto GalpH2Park), a localização escolhida é de extrema sensibilidade ambiental e econômica (turística)
O projeto interseta a Zona Especial de Conservação (ZEC) Costa Sudoeste e situa-se no limite do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV). Os documentos do promotor admitem riscos significativos, tais como:
– Biodiversidade: Impactos em aves de rapina e proximidade a abrigos de morcegos de importância nacional (Minas do Rosalgar).
– Património Natural: Abate de sobreiros e azinheiras.
– Ordenamento: Ocupação de solos da Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN).
– Impacto Visual: Intrusão irreversível em paisagens preservadas, com graves consequências para o turismo e para a Rota Vicentina.
Existe o receio de que se repita o cenário das estufas no sul de Vila Nova: um contínuo de projetos eólicos e solares que descaracterize uma costa única, onde o turismo tem sido o principal motor de crescimento e dinamização local.
Terá sessão de esclarecimento organizada pelos moradores, no dia 7 de janeiro, em Vila Nova de Milfontes. Este é um momento crítico para a comunidade se fazer ouvir antes da conclusão do Estudo de Impacte Ambiental.
Para mais detalhes, consultar a página da consulta pública aqui: https://participa.pt/pt/ consulta/pda-parque-eolico- das-cachenas