A curta-metragem “Guardiões da Ria Formosa”, estreada pela Universidade do Algarve (UAlg) na Expo 2025 Osaka, foi distinguido com o prémio de Melhor Animação no Frome International Climate Film Festival, no Reino Unido.
Considerado «o primeiro e único festival de cinema gratuito do mundo inteiramente dedicado à promoção da mudança climática e ambiental, através de filmes inspiradores», o evento tem como missão «dar visibilidade a projetos que ajudam pessoas e organizações a adotar estilos de vida mais sustentáveis, criando pontes para a mudança».
Na sua 5ª edição, o festival recebeu mais de 1000 curtas-metragens, longas-metragens e outros projetos cinematográficos de todo o mundo, evidenciando a dimensão global das preocupações ambientais e climáticas.
«Neste contexto internacional, a distinção atribuída à UAlg reforça a relevância do filme enquanto exemplo de comunicação de ciência inovadora, criativa e orientada para a sustentabilidade», salienta a academia.
O troféu atribuído à Universidade do Algarve foi produzido artesanalmente por Anthony Rogers, escultor de Frome que trabalha sobretudo com madeira.
A sua obra é inspirada nas linhas fluidas e nos ritmos ondulantes da paisagem, bem como na energia dinâmica do mundo natural.
Com cerca de quatro minutos, “Guardiões da Ria Formosa” é uma curta-metragem documental animada que cruza ciência, arte, identidade territorial e diálogo intercultural. Através de uma linguagem visual inspirada no anime e no manga japoneses, o filme comunica de forma acessível e emocionalmente envolvente a investigação desenvolvida pela UAlg nas áreas da biologia marinha, conservação dos oceanos, biodiversidade e sustentabilidade.
O protagonista é o cavalo-marinho da Ria Formosa, espécie emblemática do Algarve e símbolo da fragilidade dos ecossistemas marinhos.
A sua jornada conduz o público por uma narrativa que «transforma o conhecimento científico numa experiência visual, sensibilizando para a urgência da proteção dos oceanos e da biodiversidade».
«Mais do que uma obra audiovisual, o filme constitui um convite ao diálogo entre culturas e um exemplo de como a ciência, a criatividade e a inovação se podem unir para construir pontes entre pessoas, instituições e países. Ao cruzar storytelling, ciência e cultura visual japonesa, a UAlg reforça a sua identidade como uma universidade que alia conhecimento, criatividade e impacto social na construção das sociedades do futuro», salienta a UAlg.
O filme afirma-se também como um instrumento de comunicação de ciência com projeção internacional, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, em particular com o ODS 14 — Vida na Água.
Ao levar uma história local a um público global, a UAlg reforça o seu posicionamento como universidade «ligada ao oceano, à sustentabilidade e à inovação».
Com produção executiva da Universidade do Algarve, assegurada por André Botelheiro e Laura Alves, a curta-metragem foi produzida pelo estúdio Fly Moustache, startup incubada no UAlg Tec Campus.
O projeto «evidencia a ligação entre ensino superior, investigação, empreendedorismo e indústrias criativas», tendo também por base o talento formado na licenciatura em Imagem Animada da UAlg.
«Esta distinção internacional reconhece a capacidade da Universidade do Algarve para comunicar temas complexos, como as alterações climáticas, a conservação marinha e a sustentabilidade, através de uma narrativa visual acessível, culturalmente sensível e capaz de gerar empatia junto de públicos globais», conclui a academia algarvia.
