Bienal Arte e Ciência de Odemira inaugura edição zero com programação multidisciplinar e internacional
A Bienal Arte e Ciência de Odemira (BO) realiza a sua edição zero entre os dias 3 e 5 de outubro de 2026, em vários espaços de Odemira. De acesso livre, a Bienal afirma-se como uma plataforma de criação, experimentação, formação e programação, aproximando práticas artísticas, ciência, pensamento crítico e participação. Promovida pelo Município de Odemira, com curadoria de Hugo Cruz, a iniciativa reúne artistas, investigadores, profissionais da cultura e comunidades locais num programa que cruza conversas, caminhadas, oficinas, instalações, concertos, performances e encontros.
Sob o mote “Tentemos”, a edição zero parte da ideia de que a cultura e a arte podem ser espaços privilegiados para imaginar, experimentar e dialogar sobre outras formas de habitar o presente e concretizar futuros possíveis. Assumindo esta edição como um gesto aberto e em construção, a Bienal propõe um processo contínuo de criação coletiva, valorizando a diversidade cultural e ecológica do território e o cruzamento entre diferentes disciplinas e áreas do saber.
Entre os principais momentos da programação está “Tentemos”, criação da ondamarela com a comunidade de Odemira, que resulta de um processo desenvolvido ao longo dos últimos meses com habitantes, associações, coletivos musicais e artistas do concelho. Construída a partir de memórias, histórias, vozes e paisagens sonoras do território, a criação cruza música, palavra e performance e culmina, a 5 de outubro, num percurso entre a Praça da República e o Cerro do Peguinho, com a participação da fadista Gisela João.
A relação entre território, comunidade e criação está igualmente presente em “Selva Coragem”, instalação do Teatro do Frio construída com plantas emprestadas por moradores de Odemira. A ocupar um espaço abandonado da vila, a Antiga Abastecedora, a proposta questiona e imagina outros usos para espaços desvitalizados.
No campo das artes visuais, a Bienal apresenta ainda “(enlaça o ficar!)”, de Carlos Noronha Feio, instalação que parte das paisagens, histórias e comunidades de Odemira para refletir sobre permanecer, pertencer e criar laços.
A dimensão internacional da Bienal concretiza-se também no Encontro Internacional de Programadores e Curadores, que decorre entre 3 e 5 de outubro e reúne profissionais nacionais e internacionais para conhecer o ecossistema artístico de Odemira, promover redes e criar novas oportunidades de colaboração. Através de apresentações, visitas e encontros com artistas e coletivos locais, o programa procura reforçar a visibilidade da criação existente no território e afirmar Odemira como espaço de criação contemporânea e intercâmbio internacional. A edição zero marca ainda o lançamento da Bolsa Internacional de Criação Artística Madalena Victorino.
O programa inclui um conjunto de conversas e caminhadas que colocam em diálogo arte, ciência, território e pensamento crítico. “A Esquina é o Centro”, com Luiz Rufino e Paula Cardoso, propõe uma caminhada-conversa sobre culturas híbridas, pensamento decolonial e cidadania. Em “Tentemos Confluências entre Arte e Ciência”, Mariana Dias Coutinho, Diogo Dias Coutinho, Marta de Menezes, Luís Graça, Catarina Lacerda e Rodrigo Malvar cruzam diferentes formas de produzir conhecimento, investigar e cuidar dos ecossistemas. Já “Tentemos o lugar”, com Aurora Carapinha e Madalena Victorino, e “Tentemos a experiência da arte pública”, com Gonçalo Condeixa, Thomas Wimmer e Carlos Noronha Feio, propõem diferentes olhares sobre a paisagem, o território e o espaço público.
A programação para famílias e crianças inclui “PartyLab” e “Música das Esferas”, duas oficinas-performance de Álvaro Valls que exploram a criação sonora e visual, a tecnologia, a improvisação e a relação entre arte e ciência. A Bienal recebe ainda o contrabaixista, multi-instrumentista e compositor Adam Ben Ezra, que apresenta um concerto a solo no Terminal Rodoviário de Odemira, construindo, em tempo real, uma performance que combina contrabaixo, voz, efeitos e loops.
A edição zero encerra com um jantar comunitário e uma noite de música no Cerro do Peguinho, com os DJ-sets de Lava Gull & Hi-Faï, e Xitãozinho, prolongando a ideia de encontro e celebração que atravessa toda a Bienal.
A participação nas atividades é gratuita, estando algumas sujeitas a inscrição prévia ou a lotação limitada. O programa completo encontra-se disponível em https://www.cm-odemira.pt/
FONTE: Nota de Imprensa Município de Odemira

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