As bacias hidrográficas do continente monitorizadas pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), incluindo as da Bravura, no Algarve, e do Mira, no Baixo Alentejo, que mantinham níveis muito baixo de água acumulada nos últimos anos, apresentavam no final de Março valores superiores às médias deste mês, segundo dados oficiais.
A única exceção, a nível continental, é a da Bacia Hidrográfica do Ave, no Norte do país.
De acordo com o boletim de armazenamento nas albufeiras de Portugal Continental, no último dia de Março, e comparativamente ao último dia de Fevereiro, verificou-se um aumento do volume armazenado em cinco bacias hidrográficas e uma descida em seis.
A APA destaca também que, das 59 albufeiras monitorizadas, 51 apresentam disponibilidades hídricas superiores a 80% do volume total, não existindo barragens com disponibilidade inferior a 40% do volume total.
Segundo os dados relativos a Março a bacia do Mira , que costuma ter uma falta persistente de água, estava com um volume armazenado de água de 99,4%, e a Bacia Hidrográfica das Ribeiras do Algarve, que consiste apenas na Barragem da Bravura, estava a 100%, quando a média (obtida pelos valores entre 1990/91 e 2024/25) é pouco acima dos 70% nos dois casos.
Próximo dos 100% está também a bacia do Guadiana, que inclui Odeleite e Beliche, em Castro Marim, mas também o Alqueva (97,5, para uma média de 83,3%), do Sado (98,4, para uma média de 62,2%) ou do Oeste (98,1).
A bacia do Tejo está nos 92,1% (média de 79%) e as restantes estão acima dos 80%, com exceção do Ave, nos 54,7%, quando a média é de 71,7%.
FONTE: SUL INFORMAÇÃO
