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ECONOMIA: Alentejo Litoral tem cinco milhões para acelerar inovação e transição energética

ECONOMIA: Alentejo Litoral tem cinco milhões para acelerar inovação e transição energética

Pequenas e médias empresas e entidades do sistema científico e tecnológico podem candidatar projetos de Investigação e Desenvolvimento no Alentejo Litoral a um novo concurso do Alentejo 2030, com uma dotação de cinco milhões de euros. Os apoios podem chegar a 80% do investimento elegível e, em determinadas situações, aos 85%.

O aviso «SI I&D Empresarial para uma Transição Justa» já está aberto e pretende apoiar projetos de Investigação e Desenvolvimento (I&D) empresarial no território do Alentejo Litoral, promovendo simultaneamente a inovação, a competitividade das empresas e as transições climática e energética.

Segundo a CCDR Alentejo, os projetos apoiados deverão contribuir para o «desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços», podendo também incidir na «melhoria significativa de soluções já existentes».

Podem concorrer Pequenas e Médias Empresas (PME), tanto individualmente como em projetos desenvolvidos em copromoção com Entidades Não Empresariais do Sistema de Investigação e Inovação (ENESII).

O financiamento abrange operações que integrem atividades de investigação industrial e desenvolvimento experimental, desde que estejam alinhadas com os domínios prioritários da Estratégia de Especialização Inteligente (RIS3) e contribuam para os objetivos de uma transição justa no Alentejo Litoral.

Agroalimentar, renováveis e turismo entre as prioridades

O concurso insere-se no Plano Territorial de Transição Justa do Alentejo Litoral e concentra os apoios em três setores considerados estratégicos para a transformação da economia desta região: Agroalimentar, Energias Renováveis e Turismo.

A intenção é que o investimento em investigação e desenvolvimento nestas áreas ajude não apenas as empresas a inovar, mas também a reduzir a dependência do território relativamente às atividades económicas tradicionais, contribuindo para a «diversificação económica, criação de conhecimento e reforço da capacidade de inovação regional», salienta a CCDR Alentejo.

Os cinco milhões de euros disponíveis são financiados pelo Fundo para uma Transição Justa (FTJ). A taxa máxima de cofinanciamento pode atingir 80% das despesas consideradas elegíveis. No caso das Entidades Não Empresariais do Sistema de Investigação e Inovação, o apoio poderá chegar aos 85%, desde que sejam cumpridas as condições estabelecidas na regulamentação aplicável.

Candidaturas avaliadas em duas fases

As candidaturas já podem ser submetidas e o concurso ficará aberto até 21 de dezembro de 2026, embora esteja organizado em duas fases de avaliação.

A primeira termina a 30 de setembro, permitindo que os projetos apresentados até essa data sejam avaliados numa fase inicial. A segunda e última fase encerra a 21 de dezembro.

Com este aviso, o Alentejo 2030 procura, assim, usar o investimento em investigação e desenvolvimento como instrumento para preparar a transformação económica do Alentejo Litoral, incentivando empresas e entidades científicas a desenvolverem novas soluções sobretudo nos setores agroalimentar, das energias renováveis e do turismo.

FONTE: SUL INFORMAÇÃO

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